quarta-feira, 5 de outubro de 2011

UMA HISTÓRIA DE AMOR.



  Ela era menina de tudo. Uma mulher, mas garota, ingênua, inocente, pura, um doce. Perfeitinha, sem o complicada. Quem a viu afirmava que era impossível não se encantar com tão bela criatura. “Uma obra divina...” diziam outros.
    O que mais gostava de fazer era cuidar de seu lindo jardim. Contam que nunca mais houve outro tão belo, grande e encantador quanto ele. Conhecia cada planta, flor e arvore. Os animais que ali viviam pareciam entender cada palavra que saía de sua boca. As frutas de seu pomar eram lindas, suculentas, vistosas, mais doces que o mel mais puro. Mágico.
    Ela passava os dias ali, cuidando de cada detalhe daquele imenso bosque (era quase uma floresta), alimentando animais, podando as plantas, regando as flores, que exalavam um doce perfume, que percorria todo o corpo, entrando pelas narinas, causando sensações impossíveis de descrever. Era uma rotina, mas sempre havia algo diferente, novo ali.
    Não se pode dizer a hora exata, mas foi pela manhã. O Sol ainda não estava muito alto. O frescor da madrugada ainda não tinha ido descansar. O orvalho fazia hora extra sobre as lindas folhas. Sentada em um banco, lendo um pouco, ela vê ao longe Ele, um lindo príncipe.
    Vinha em seu cavalo, que não sei se era branco, preto, azul, amarelo... O que realmente importa era Ele, ali, a galopar na direção dela. Nunca o havia visto, mas sabia que sempre estivera por perto. Era uma beleza indescritível, incomparável.
    Livro fechado. Em cima do colo. Em cima do banco. Sombreado por ela, observa ao longe o encontro do que foi feito para ser eterno. Como foi o encontro não é importante, foi só o 1º, de muitos. Eles foram se conhecendo, mas já se amavam. O amor dele por ela era incomparável, maravilhoso, impossível de acreditar.
  Juntos viviam momentos lindos, aventuras, romances, alegrias. Mágico. Cada dia era uma surpresa, algo novo, eles ia se conhecendo, ele já não conseguia ficar mais longe dela, ter que esperar para encontra-la, queria viver todos os dias com sua amada. Seu coração diz algo, sua mente concorda. Ele não pensa duas vezes, sabe que é o certo a fazer. 
  Um pedido, uma resposta, 2 anéis. Estavam noivos. Parecia um sonho, um conto de fadas. Os preparativos começaram logo em seguida. Não queriam perder tempo. Nem acreditavam naquilo tudo.
  Quanto mais o tempo passava mais tarefas havia. Ela comprava as flores para a festa. Estava em dúvida. Alguém a ajuda. Ele era assim, como posso dizer, interessante. Alto, ombros largos, olhos hipnotizantemente lindos, um sorriso indescritível. Sua voz, doce, mas grave, a leva pra perto. Rosas vermelhas. Pro casamento e para ela. Fica sem graça, um tanto vermelha, mas gosta. Ocasionalmente se esbarram na rua. Certo dia, um café. Conversas, risadas. Estão tão próximos. Não fica mais vermelha. Um beijo. Hesitação. Outro beijos, e outro, e outro... 
  Ela diz que está casando. "Vamos fugir". Conversa. Planos. "Sim". Ela não aguenta e conta para seu príncipe. Ele nada pode fazer, a ama demais para proibir. Se despede, não sem lágrimas nos olhos. Ela e seu cavaleiro misterioso, na estrada, rumo ao desconhecido. 
  Cidade nova. Ela que nunca saíra de sua linda casa agora está numa cobertura, um duplex. A primeira noite lá, depois de beijos, uma garrafa de vinho, ela já não é mais virgem. Noite passa. Manhã chega. Ela ainda se sentindo estranha, Ele com um sorriso ainda maior no rosto. Bom dia? Não. Ela descobre, não iria morar ali com ele, seria em um local, digamos, alternativo. 
  Andam cerca de 30 minutos. Afastado do centro. É escuro até de dia. Cheirava mal. Portas quebradas. Luzes vermelhas. Ela sabia onde estava. Teria que "trabalhar" para sobreviver. Puta. Cafetão. Não havia mais príncipe. Todos os dias a mesma coisa. Mais e mais homens, repugnantes, abusando-a, beijando-a, violando-a. A dor era enorme, precisava de algo. Drogas. Drogas. Drogas. Entorpecida já não vivia mais, era uma morta-viva, um cadáver que apenas respirava. Não tinga trégua. Todo seu dinheiro ia para seu "amado" cafetão.
  Ela já não tinha mais forças. Tentara fugir algumas vezes em vão. Socos e pontapés. Choro. Ela encontra em sua bolsa velha, um bilhete antigo, com uma letra que ela não esquecera. "Estarei sempre contigo, aonde quer que você vá. Eu te amo, e sempre te amarei." Ela grita, em prantos: Meu príncipe, cade você? me ajuda, eu te amo, te quero de volta. Menos de 1 minuto. Porta aberta. É ELE. Seu herói. Mas como? "Eu nunca te deixei. Estava na casa ao lado, a esperar, quando você quisesse me de volta." Ele sai carregando-a, e se encontra com o bandido. Uma briga. Só se veem braços e pernas para todos os lados. O príncipe, inexplicavelmente é morto.
  O vilão imagina ter vencido. Mal sabe ele com quem realmente lutara. Passam-se 3 dias, e algo sobrenatural acontece. VIDA! O Príncipe, enfim, está de volta, mais vivo do que nunca, mas não é o mesmo, está mais forte, mais alto. Não há luta, todos sabem de quem é a vitória. A derrota cabe a aquele que fica para o rato de esgoto, jogado na cadeia. 
  A jovem é resgatada, vão embora. Ele cuida dela, limpa suas feridas, sara seus machucados, dá-lhe amor, carinho, respeito. Não lhe pergunta do passado, não importa. Está novamente, limpa, bonita, cheirosa. Mas agora, ela já não é mais plebeia, é princesa, pode enfim se casar com o noivo.
 "Amor, vou fazer uma viajem, e quando voltar nos casaremos." Ela concorda. Sabe que é verdade. Ele não mente. Partiu. O amor entre eles faz com que mesmo longe estejam juntos. Ele ainda não chegou de volta, ela está a lhe esperar, pronta para viverem juntos para sempre. Ele está a caminho, cavalgando seu lindo cavalo o mais rápido que pode, a saudade é grande. 

5 comentários:

  1. ENTENDI! ;)
    Muito, muito, real.
    e realmente...daria uma peça.

    beijos.

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  2. Parabéns Calebe..mto bom...saudadess

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  3. Cara, sem exageros?
    SENSACIONALLLLLLLLLLLLLLLLLLLL... manooooo eu to quase chorando, fiquei =O (de cara)
    Véi, na moral, daria uma peça teatral fantástica e sem mais.
    PARABÉNS com todas as letras =)
    Bjones

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  4. Um pouco chocante, mas é uma realidade que vemos na vida!Abraços

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