sábado, 26 de novembro de 2011

A VOLTA PRA CASA.



    Olho pela janela. Arvore. Arvore. Arvore. Resolvi não tomar o dramin. Acordado: VIVO! Minha grande companheira, a mochila, de tantos momentos, me faz companhia. O chacoalhar do ônibus me embala. Talvez seja saudosismo, o momento a sós, ou meu lado reflexivo que fala mais alto (penso ser tudo isto junto). Cabeça encostada no vidro. Pensamentos a voar, vagando em meio às nuvens, memórias. Vejo cada local em que passei. Cada pessoa que conheci. A viagem foi longa. Fui a lugares nunca antes imaginados. Corri, comi, vivi, pensei, lembrei, preguei, sonhei, viajei. Estradas, caminhos, ruas, rios, ar. Tantos caminhos, que me levaram de um lado ao outro. Sensações, cheiros, gostos, dores, reservadas para mim.
    A barba desajeitadamente por fazer me lembra da distancia que estou do descanso. As pernas estão brigadas comigo por tanto andar. Uma deliciosa fadiga. Missão cumprida. Poderia ter feito mais. Poderia ter feito menos. “Vede, cautelosamente vai um barquinho a vagar e o vento que é o seu motor, nunca o deixa afundar. Minha vida é assim também. Não vive no mar, mas vive a vagar. Sou como um barquinho cruzador, mas só quem me conduz é o Senhor!” Momentos a sós, mas a solidão eu que criava, Ele sempre estava comigo. Às vezes queria que não terminasse. Tantas cores, tanto amor, tantas lembranças. Ah, aquele cafezinho, uma comidinha aqui, uma musica pra alegrar ali. O som do silêncio tentou nos calar, crescendo como um câncer, eu vi Pessoas conversando sem estar falando. Pessoas ouvindo sem estar escutando. Pessoas escrevendo canções que vozes jamais compartilharam. Ninguém ousou perturbar o som do silêncio. Como se calar? Como fingir não ver? Minha boca não se fechou, meus olhos não foram tampados, e meus ouvidos não se taparam. Vi, ouvi, falei.
    Vivo,sigo a viver, a procura de algo que ainda falta. Não que o vazio em meu coração não tenha sido preenchido, mas há algo, um desejo, insaciável, constante, cada vez maior. Uma saudade de algo que ainda não vivi, a lembrança do que está por vir. “Se eu encontro em mim um desejo que nenhuma experiência desse mundo possa satisfazer, a explicação mais provável é que eu fui feito para um outro mundo” C.S. Lewis. Assim foi até hoje. Caminhei até não conseguir mais. Chorei até minhas lágrimas secarem. Ri até minha barriga doer. Orei até meus joelhos se esfolarem. Amei até não caber mais nada em meu coração, e ter que guardar no do Pai. Hoje estou aqui, no ônibus, sonhando, lembrando, vivendo. Estou voltando pra casa, não vejo a hora de chegar. Sei que não sou daqui, minha casa tem muitos quartos vagos, vamos comigo? Eu sei que Papai estará no portão, esperando, com aquele lindo sorriso, os braços abertos, para aí sim, minha vida começar, para nunca mais acabar.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

UM NASCER DO SOL


  Saiam todos de suas casas. Venham e vejam. Já é dia. O Sol está a nascer. A noite vencida. Corram com todas suas forças. Não há tempo a perder. Há urgência. Chamem todos os que puderem. Acordem os que dormem. ACORDEM! Já é possível ouvir os ruídos. Não deixem para amanhã. Largue o café, o pão, a manteiga. Fujam dessa solidão. Já há uma multidão nas ruas. Não haveria mais? Corpos formando um corpo, a correr. Por que hesitas? Pra que tanto medo? É tudo tão belo, tão lindo. As cores. As nuvens. A última estrela, a estrela da manhã, a se retirar. É chegada à hora. Ainda estão parados aí? Como podem não perceber? Avisem seus amigos, seus pais, sua namorada, seu colega de classe, seu patrão. Levantem dessa cama. Sintam a alegria, a euforia tomar conta de vocês. As aulas acabaram, as férias chegaram. O inverno se foi. Anuncie a todos. O amor vence. E só ele, ou Ele, vence. Gaste toda sua voz. Queimem seus pulmões, mas não deixem de contar à verdade que nunca envelhece. O vento fresco nos beija. É hoje, é Hoje! Hoje é o dia das nossas vidas. O ontem já passou. O Amanhã? Ainda não existe. Só tenho uma certeza, a minha morada não é daqui. Eu estou voltando para casa. A cada manhã, estou mais perto, Ah sim, estou mais perto dos braços de meu Pai. Então corra, não há tempo a perder. Não há vidas a desperdiçar. Ele te chama, Ele me chama, você pode ouvir a sua voz? Pode sentir o seu toque? Seu amor? “Está consumado”. Não percebi, a hora já avança. Vou sair daqui, correr para lá também, venha comigo, vem e veja, o Sol nascer mais um dia, as misericórdias do Senhor se renovando sobre nossas vidas, e mais um milagre chamado vida a acontecer. Pode ser hoje, pode ser amanhã. Nunca saberemos. Mas vivamos, como se hoje fosse nosso último dia, pois é o último que temos, antes que a noite venha outra vez, e lutemos, lutemos, e lutemos, a espera de mais um amanhecer, para secar nossas lágrimas, e mostrar, que ainda que a escuridão pareça não ter fim, no fim, a Luz sempre brilhará, Cristo vencerá, e um dia, viveremos, para sempre, na nossa morada celestial, juntos, sem dor, lágrimas, tristezas. Será enfim, o início de uma nova vida, da verdadeira vida.

Maranata, Ora vem Senhor Jesus.
“Esta é a geração daqueles que buscam, daqueles que buscam a tua face, ó Deus de Jacó.
Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.
Quem é este Rei da Glória? O SENHOR forte e poderoso, o SENHOR poderoso na guerra.
Levantai, ó portas, as vossas cabeças, levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.
Quem é este Rei da Glória? O SENHOR dos Exércitos, ele é o Rei da Glória.” 
Salmos 24:6-10

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

UM GRANDE ENCONTRO (COM DEUS)


   

 Resolvi abrir meus olhos. Mesmos cobertos de lágrimas enxergam perfeitamente. Na realidade acredito que foi por causa delas que pude ver. Ainda parece ter sido um sonho. Quem sabe não tenha realmente sido? Um sonhar acordado produzido por Ele.
    Você deve estar pensando: o Calebe pirou. O que ele tá falando? Não dá pra entender nada. É você tem razão, pirei, mas já faz um bom tempo, e sim, talvez não entenda, pois como se explica o inexplicável?
    Até aquele momento possuía a sabia certeza tola de que estava sozinho. A escuridão da noite em que vivemos me impedia de ver. Foram 4 dias, parecera 1 hora, ou 1 ano, não sei ao certo.
    Um som, uma voz. Eram muitas, mas soavam como uma só, um corpo, um exército, um grande purê de batata. Sem perceber, estava no meio deles, juntos, fazia parte desse mágico grupo
    Já não vejo mais apenas um bando de adolescentes e jovens, mas sim soldados. Prontos para a batalha.  São mais de 300, nem por isso menos fantástico, intrigante. Já não podemos perder nossas vidas, pois a perdemos faz tempo, e ao perdê-la encontramos a verdadeira, e abundante, vida. Não somos nós que vivemos, mas Cristo vive em nós.
    Como luzes a brilhar na escuridão posso ver onde estamos: em um vale de ossos secos, corpos há tanto tempo mortos que já não possuem mais carne. É possível sentir as dores de tanta desgraças, tantos sonhos enterrados ali, famílias inteiram dizimadas. Todos olham atônitos, não há o que fazer. Impossibilidades.
    Uma ordem, vinda do Alto, do nosso General: PROFETIZA! Preguem. Orem pelos osso secos. Loucura. Obedecida. Ossos começam a se juntar, nervos e carne crescem sobre eles. Um sopro de vida corre por eles. De ossos secos a vida, um genuíno avivamento.
    O exército aumenta. A guerra já está ganha, mas as batalhas só estão a começar. Dai-nos forças Deus. Vejo uma mocidade, uma geração, a se levantar, com o coração em chamas, queimando por mais de Deus e pelas vidas, ainda, perdidas.
    Isto foi o GE (Grande Encontro da mocidade Metodista). Muito mais do que apenas do que uma grande comunhão e momentos de (muita) alegria com nossos amigos. Mais do que palavras, ministrações abençoadas. O nosso tempo chegou, a hora é agora. Algo lindo só começou a acontecer, em nossa mocidade. Um exercito que desperta.
    Este é o começo de nossas vidas, apenas não sabemos. Abra seus olhos e veja, o futuro esta a sua frente, o caminho já foi preparado.
    Escutemos a voz de Deus:
Então me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do SENHOR.
Assim diz o Senhor DEUS a estes ossos: Eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis.
E porei nervos sobre vós e farei crescer carne sobre vós, e sobre vós estenderei pele, e porei em vós o espírito, e vivereis, e sabereis que eu sou o SENHOR.
Então profetizei como se me deu ordem. E houve um ruído, enquanto eu profetizava; e eis que se fez um rebuliço, e os ossos se achegaram, cada osso ao seu osso.
E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles, e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles por cima; mas não havia neles espírito.
E ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao espírito: Assim diz o Senhor DEUS: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam.

E profetizei como ele me deu ordem; então o espírito entrou neles, e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em extremo. 

Ezequiel 37: 4-10