domingo, 8 de abril de 2012

CARTAS DE UM DISCÍPULO CHAMADO JOSÉ.



    5 da manhã. Não consigo dormir. Meus olhos inchados de tanto chorar já secaram. A dor não passa, porem o que mais dó é a falta de esperança. Acabou. Ele morreu. Nosso mestre foi assassinado sem reagir. Suas palavras de vida eterna já se foram. Onde está nossa libertação? O messias morreu. E junto com ele foram enterrados todos nossos sonhos. Aquele que prometera o céu, está debaixo da terra agora. Tudo em que eu cria foi desfeito. Terá sido tudo mentira?
    Como pode, uma semana aclamado como rei “Hosana, Hosana” e poucos dias depois “Crucifica! CRUCIFICA!”? Para onde iremos agora? No que iremos crer? Quem seguir? Talvez eu volte a pescar.
    Eu que dizia ”por ti vou até as últimas consequências, topo tudo, não te abandonarei jamais” me escondi, fugi. Hoje o choro cessou. A estrada acabou. Chegamos à beira do precipício e não há ponte alguma para atravessar. Não adianta mais chorar. No fim não há luz no fim do túnel, não há um ultimo suspiro. A esperança finalmente morreu.
    Olho para o lado é só escuto:
E agora, José? A festa acabou, a luz apagou,
o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José?
e agora, você? você que é sem nome,
que zomba dos outros, você que faz versos, que ama protesta, e agora, José?

Está sem mulher, está sem discurso, está sem carinho, já não pode beber, já não pode fumar, cuspir já não pode, a noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio, não veio à utopia, e tudo acabou, e tudo fugiu, e tudo mofou, e agora, José?

E agora, José? Sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro, seu terno de vidro, sua incoerência, seu ódio - e agora?

Com a chave na mão quer abrir a porta, não existe porta; quer morrer no mar, mas o mar secou; quer ir para Minas, Minas não há mais. José, e agora? Se você gritasse, se você gemesse, se você tocasse
a valsa vienense, se você dormisse, se você cansasse, se você morresse… Mas você não morre, você é duro, José!

Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, sem teogonia, sem parede nua para se encostar, sem cavalo preto que fuja a galope, você marcha, José! José, pra onde?”
Não há lágrimas, não há choro, não há esperança, não há amor, não há começo, não há fim, não há lugar para se esconder, para fugir, não há vida, não há nada, só a escuridão da madrugada. O dia parece que não nascerá.
Espere. Tem alguém correndo. Só um segundo, já venho, estão gritando...
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    Não é possível. Não acredito (lágrimas voltam a escorrer). Hoje é domingo, Cristo ressuscitou, Meu salvador vive, meu redentor está VIVO, vou contar ao outros...
“Porque não sabendo que era impossível, (Cristo) foi lá e fez (Ressuscitou, Glorificado)”

7 comentários:

  1. muitoooooo bommmmm o/ uhuuu
    Cristo vive! :)

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Simplesmente ótimo...
    É isso aí: Jesus Cristo de Nazaré, o Messias, ressuscitou... há esperança... há luz no fim do túnel... porque Ele vive tem esperança, amor e fé... tem tudo... com Ele tem tudo... nada falta... Aleluia!!!
    Parabéns Calebe!
    Abração!!!

    SOLI DEO GLÓRIA!!!

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    Respostas
    1. Muuuito obrigado Pastora Railda. Há esperança, Há uma luz no fim do túnel, a luz mais forte, a luz de Cristo.

      Abração

      SOLI DEO GLÓRIA

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  4. Good Job, Calebe,
    gostei muito de como você soube integrar a cultura ao texto, e um texto que não poderia ter outra temática hoje né...:))))
    bjs!

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  5. Oi querido irmão, como sempre seus textos mexem com a gentw!gostei muito!
    bjs

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  6. Oi Calebe, haha muito bom, que benção, muito bom passar por aqui e conhecer seu blog! Deus continue te abençoando!
    Grande Abraço

    http://dannyhope.blogspot.com

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