quarta-feira, 13 de março de 2013

O BARQUINHO CRUZADOR




Vede! Cautelosamente, vai um barquinho a vagar;
e o vento que é o seu motor, não o deixa parar.
Minha vida é assim, também:
Não vive no mar, mas vive a vagar;
sou como um barquinho cruzador,
mas quem me conduz, é o Senhor.

Em um belo dia de Sol, o barquinho, tranquilo a vagar, adentra em alto-mar. Que bela aventura. O vento soprava, enchendo suas velas. Ele deslizava suavemente sobre a superfície, feliz e confiante. Nada o abalava. Imponente. Poderoso barquinho.

Porém, sim, como se fosse em São Paulo em fim de tarde, o tempo passa de “bela tarde de verão” para “Díluvio parte II: A Tempestade”. Nuvens carregadas se aglomeram, como desafiando o pequeno cruzador. A tempestade se forma, começam as provocações. Um trovão dali, uma o barco não se recolhe. Raios, ventos, e o barquinho se faz de forte. Sua tripulação começa a se preocupar. A chuva cai. O mar fica revolto. E o imponente/prepotente barco estremece. Recolhe as velas. O casco range. As ondas o encobrem. Seus marujos batem os dentes, correndo desesperados de um lado pro outro. Tudo começa a ruir. Não há esperança, não há escapatória. Está tudo impossível. Tudo pesado demais, forte demais, para um mero barquinho arrogante.

Neste momento de desespero, todos pensam: E agora, quem poderá nos defender? E eis que como iluminados, lembram-se de um cara, deitado lá no fundo do barco. Um barbudo que falava coisas de amor, vida eterna, água viva... O acordam. “Mestre, não te importa que morramos?”. Será que Ele pode fazer algo? Será que tem escapatória? Então, ele se levanta, sem muita pressa, repreende o vento, olha para o mar (ou seria para o barquinho e seus navegantes?) e diz: Aquiete-se! Acalme-se! Sossegai!
Enfim, a paz volta a reinar. O desespero cessa, o medo passa, a calma volta. Eles entendem que o barco onde esse tal de Jesus de Nazaré se encontra, não pode naufragar. Ele, o Mestre, os indaga: "Por que vocês estão com tanto medo? Ainda não têm fé?"

Daquele dia em diante tanto os medrosos navegantes, como o frágil barquinho, nunca mais se esqueceram do que ouviram:

As ondas atendem ao meu mandar: Sossegai!
Seja o encapelado mar
A ira dos homens, o gênio do mal:
Tais águas não podem a nau tragar, que leva o Senhor, Rei do Céu e mar,
Pois todos ouvem o meu mandar: Sossegai! - sossegai!
Convosco estou para vos salvar: Sim, sossegai!"

3 comentários:

  1. Calebe... Calebe... Calebe...
    PARABÉNS! Seu conto ficou lindo, com um tom infantil encantador e muito persuasivo ;)

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  2. Gosto tanto desse "hino"... e dessa história :)
    mas é tão complicado as vezes, obedecer ao sossegai.
    queria comentar isso no inbox, mas tá difícil, nada vei :(
    bjs!
    aline.

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  3. aprendi "o barquinho cruzador" com a sua mãe cantando pra mim e nunca, nunca, nunca mais esqueci! Vc conseguiu ilustrar de forma física real as mudanças e intemperes que nos rodeiam em nossa rotina. Sim, é difícil. Mas temos que saber que em tudo há um propósito. Vou citar atos 27, uma situação de barco e tempestade tb, mas quem estava no barco não era Jesus, mas alguém que cria em Deus e Jesus, Paulo "22 E agora vos exorto a que tenhais bom ânimo, pois não se perderá vida alguma entre vós, mas somente o navio.

    23 Porque esta noite me apareceu um anjo do Deus de quem eu sou e a quem sirvo,

    24 dizendo: Não temas, Paulo, importa que compareças perante César, e eis que Deus te deu todos os que navegam contigo.

    25 Portanto, senhores, tende bom ânimo; pois creio em Deus que há de suceder assim como me foi dito.
    "

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