sábado, 30 de novembro de 2013

DÉJÀ VU



“Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”
Karl Marx, em "O 18 de Brumário de Luis Bonaparte"


     4:00 a.m. Não fechou os olhos a noite toda. Não há telhas nem vigas para contar. Um teto branco sobre a cabeça deixa tudo mais agoniante. Não há nem mais o tic-tac do relógio, agora digital. Tudo esta quieto. A madrugada é agradável, fresca, com um vento frio, nada que uma camiseta e uma xicara de café não resolvam.

domingo, 24 de novembro de 2013

VENTOU



     Algumas batidas no teclado. Um gole de café. Dois goles. Esfrega os olhos. Digita mais e mais. Reclina um pouco a cadeira enquanto analisa o que escreveu. Apaga e escreve de novo. Mais dois goles de café. Café é bom. Afrouxa um pouco mais a gravata. Fita o monitor como se sua vida dependesse do que esta ali.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

WAIT FOR ME.

            


Está frio. O vento corta as paredes. O sol queima sem esquentar. As arvores estão secas. As ruas estão vazias. Todos se escondem em seus quentes lares gélidos. Ela vem caminhando. Lentamente. O casaco parece não existir. A bolsa pesa muito. Os pés latejam. A mão tremula. A boca seca. O coração pulsa, mas sem muita vida.